Hoje vi uma cena que me fez refletir.
Um colaborador limpava o portão de um prédio.
Estava de chinelo.
Sem luvas.
Com um pano no ombro.
E usando óleo de peroba para limpar uma superfície metálica.
Naquele momento, não pensei no colaborador.
Pensei no gestor.
Quem trabalha na operação sabe que esse cenário dificilmente é uma decisão do funcionário. Normalmente, ele apenas executa da forma como foi orientado ou com os recursos que recebeu.
E é exatamente aí que mora a diferença entre simplesmente terceirizar mão de obra e gerir uma operação.
Uma operação profissional define:
• quais produtos devem ser utilizados
• quais EPIs são obrigatórios
• quais riscos precisam ser eliminados
• quais procedimentos preservam o patrimônio do cliente
• quais práticas protegem a saúde do colaborador
O detalhe que muitos ignoram é que um funcionário sem EPI não representa apenas um risco para ele.
Representa risco jurídico para o condomínio, possibilidade de multas, acidentes de trabalho e uma operação sem controle.
E o óleo de peroba?
Pode até trazer brilho momentâneo, mas não foi desenvolvido para esse tipo de aplicação e pode comprometer a conservação de determinados materiais ao longo do tempo.
Foi uma cena simples.
Mas ela resumiu um problema que ainda vejo com frequência no nosso mercado.
Excelência operacional não aparece apenas quando tudo dá certo. Ela aparece nas pequenas decisões do dia a dia.
É nos detalhes que uma gestão competente se diferencia do improviso.





